Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos podem ser os rostos mais reconhecidos da tecnologia, mas não são eles quem está criando mudanças e inovação de verdade. Esse é o argumento central de uma campanha de cartazes que tomou conta de cruzamentos em Nova York durante a Climate Week NYC.
A Mozilla Foundation está comparando as conquistas questionáveis dos CEOs da Tesla e Meta e do presidente executivo da Amazon com as de criadores tech menos conhecidos, porém genuinamente inovadores. Pessoas que estão desenvolvendo ferramentas e soluções que realmente beneficiam comunidades. A mensagem é direta: o futuro não é inevitável e não precisa ser moldado apenas por bilionários megalomaníacos.
A Mozilla Foundation é a organização sem fins lucrativos por trás da Mozilla Organization, que mantém o navegador web de código aberto de mesmo nome. Fundada em 2003, a instituição trabalha para manter a internet aberta e acessível como um recurso público global que beneficie a humanidade, e não lucros corporativos.
Quem são os inovadores de verdade?
Os cartazes que surgiram nas ruas de Nova York promovem o programa de bolsas (fellowship) da fundação. Começam questionando o mérito dos projetos dos três bilionários: o turismo espacial de Bezos, a destruição do Twitter por Musk e os "óculos pervertidos" de Zuckerberg. Depois, contrastam esses empreendimentos com o trabalho de bolsistas da Mozilla, como Rose Njeri Tunguru, que está construindo infraestrutura para ajudar quenianos a verificar independentemente resultados eleitorais de forma segura, e Rudy Fraser, criador da plataforma de rede social descentralizada Blacksky.

Cartazes da campanha da Mozilla Foundation exibindo criadores ao lado de Elon Musk e Jeff Bezos. Imagem: Creative Bloq / Mozilla Foundation

Cartazes da campanha da Mozilla Foundation exibindo criadores ao lado de Elon Musk e Jeff Bezos. Imagem: Creative Bloq / Mozilla Foundation
A mensagem provocadora
O texto dos cartazes é direto: "Um foguete que deixa celebridades brincar de astronautas. Óculos que literalmente espionam todo mundo. Uma 'praça pública' moderada por um rei fracassado. E os incentivos por trás deles são tão chatos quanto a falta de imaginação".
Em seguida, a campanha apresenta os verdadeiros projetos que importam: "Isso significa que comunidades de todo o mundo podem construir para si mesmas: com IA local que expõe violência policial no Brasil, um padrão aberto que permite que as comunidades decidam como seus espaços online funcionam, e uma ferramenta que garante que cada voto queniano conte. E muitos mais".










